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Ensino

Metodologia

Maria Montessori

Nasceu em 31 de agosto de 1870 na cidade italiana de Chiaravalle. Graduou-se em escola técnica em 1886 obtendo ótimos resultados. Estudou línguas modernas e ciências naturais. Decidiu-se pelas ciências biológicas.

Em 1892, passou nos exames que a tornaram elegível a estudar medicina, um feito histórico já que na época era impossível a uma mulher ser aceita na escola de medicina. Em 1896 apresentou sua tese para dez homens obtendo o grau de doutora, sendo a primeira mulher a se graduar em medicina na Universidade de Roma.

Trabalhou durante 12 anos na Clínica de Psiquiatria da Universidade de Roma, onde teve a tarefa de escolher os doentes que seriam submetidos ao ensino clínico. Acabou por escolher as crianças portadoras de deficiência mental. Nesse contexto, conheceu mais profundamente o método de educação especial desenvolvido por Edouard Séguin e percebeu que a questão daquelas crianças era mais pedagógica do que médica.

Nesse mesmo período, ela se dispõe a organizar e a orientar a confecção de materiais que facilitariam o desenvolvimento das crianças e que, depois, vieram a fazer parte de seu método.

Em 1898, desejando obter um aprofundamento maior na pedagogia, Montessori matricula-se no curso de filosofia e de psicologia experimental na Universidade de Roma.

Em 1907, inaugura a primeira “Casa dei Bambini” (Casa das Crianças, como era chamado na Itália o local que ela concebera para a educação completa da criança, já que visava não somente a instrução, mas também a educação e a vida). Era uma casa destinada a crianças pobres de 3 a 7 anos, que permaneciam praticamente abandonadas em função da necessidade de os pais trabalharem.

Essas crianças mostravam-se choronas, medrosas, tão tímidas e mal nurtridas, com necessidades urgentes de alimentação, de vida ao ar livre, de sol e de estímulos gerais. Em 1909, Maria Montessori publica suas experiências na obra Pedagogia científica, disseminando suas idéias pelo mundo.

Muitos são os aspectos ressaltados na educação da criança, pela educadora: movimento livre, a auto-atividade, autodomínio, ambiente adequado e o preparo do educador para que oriente a criança por meio de uma contínua atividade. Experimentar o ambiente é trabalhar. Montessori deu ênfase à fase dos 3 aos 6 anos de idade, período em que as principais funções – como por exemplo a calma, tranqüilidade, autocontrole, domínio dos movimentos, acuidade auditiva, capacidade de concentração – vão se desenvolvendo.

Falecida em 6 de maio de 1952, deixou contribuição inestimável para a humanidade não só para a educação de crianças, mas também para uma educação para a paz. Esta contribuição está traduzida em vários livros publicados pela Dra., nos quais os interessados pelo método, pela filosofia de trabalho, pelo pioneirismo, pela luta incansável de Montessori, poderão encontrar vasto material de consulta.

O PROFESSOR MONTESSORIANO

O professor de uma sala montessoriana necessita de uma formação diferenciada, sendo guardião e responsável pelo ambiente e materiais existentes; deve tratar a criança com delicadeza e respeito; deve se preocupar com o comportamento das crianças para que, gradativamente, estas consigam sentir-se bem em sala de aula; estimulando-as para o desenvolvimento cognitivo.

O mestre deve criar um ambiente em que os alunos se concentrem, evitando interferências suas ou dos colegas. A calma e atitudes calmas devem ser cultivadas.

Os professores montessorianos são preparados para identificar e fornecer o melhor ambiente de aprendizagem às necessidades de cada um, entendendo que o aprender possui diferentes estruturas, ritmos e potenciais.
“A professora deve saber ver dentro da alma, para ajudar a criança no seu desenvolvimento” (Maria Montessori).

“O mestre há de ter, não só a capacidade de um preparador de laboratório, como também o interesse de um observador ante os fenômenos naturais. Segundo nossa metodologia, deverá ser mais paciente que ativo; e sua paciência se alimentará de uma ansiosa curiosidade científica e de respeito pelos fenômenos que há de observar. É necessário que o mestre entenda e viva seu papel de observador”. (Maria Montessori – Pedagogia Científica – p. 46)

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO MÉTODO MONTESSORI

  • A importância do ambiente da Escola constituir-se de modo agradável e estruturado, já que as crianças têm necessidade de ordem para liberar seu potencial;
  • A vitalidade das crianças a ser considerada de modo que elas possam exercer sua atividade e aprender a fazer fazendo;
  • A necessidade do respeito ao ritmo de cada criança;
  • A consideração da personalidade da criança na sua totalidade;
  • O desenvolvimento da capacidade perceptiva, da coordenação do corpo, da linguagem e da matemática por meio de atividades individuais e grupais;
  • A atenção para o período de 0 a 6 anos, considerado o caráter formativo, por excelência, desse período;
  • O incentivo ao controle da criança por ela própria;
  • O reconhecimento de que a criança tem necessidade não somente de alimentos e cuidados corporais, mas de atenção dos adultos, de amor e de oportunidade de participação na vida familiar e para além de seu âmbito.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO MÉTODO:

Na sala montessoriana, os alunos encontram nas estantes baixas, postas ao seu alcance, materiais de consulta e de desenvolvimento que manipulam, sem limite de tempo, para educar os sentidos, base do raciocínio e do aprendizado.

INCLUSÃO ESCOLAR

A estrutura da sala montessoriana permite o desenvolvimento da aprendizagem individualizada, e inserida em contextos de pequenos grupos, fazendo com que a educação inclusiva seja parte integrante da proposta educacional em sua essência.

A sala agrupada privilegia a diversidade, facilitando a inclusão de indivíduos com necessidades específicas e simplifica, pela vivência, o entendimento de que toda criança tem necessidades educacionais e de que algumas crianças têm necessidades educacionais especiais. 
Escolas montessorianas desenvolvem há décadas o que hoje denominamos “educação inclusiva”, e essa experiência é uma importante contribuição para se atingir a educação para todos, preceito constitucional em nosso país.

BASES FILOSÓFICAS DE NOSSA ESCOLA

Segundo a Dra. Maria Montessori A criança tem importante função no conjunto da humanidade. A função que a faz chamar PAI DO HOMEM e que é a força dirigente na formação deste. Há duas forças na vida humana: a concernente ao período da própria formação do homem – A CRIANÇA – e a concernente às atividades sociais construtivas – O ADULTO - . Essas forças são tão fortemente integradas uma na outra que, negligenciando uma, não se pode alcançar a outra; Para chegar aos direitos dos adultos, é necessário passar pelos da criança.

"Para agir sobre a sociedade, devemos voltar nossa atenção para a infância. Dessa verdade advém a importância das escolas maternais, pois são os pequeninos que estão construindo nosso futuro, e eles podem trabalhar apenas com os materiais que lhes dermos.
Nenhum de nós foi sempre adulto. Foi a criança quem construiu nossa personalidade." (Maria Montessori).

Acreditamos na educação como um aspecto essencial do desenvolvimento humano. “Sem ela não podemos nos tornar completamente adultos, sendo que o nível de maturação da personalidade individual depende essencialmente do processo educacional” (Dr. Mário Montessori Jr.).

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